A mudança do comando entre gerações de membros da família é uma das questões mais críticas que negócios familiares enfrentam. As estatísticas mundiais indicam que somente um terço das empresas familiares conseguem passar o bastão de comando para a segunda geração. E, destes, somente 15% atingem a terceira geração. Em grande parte, isso ocorre por problemas relacionados com a mudança de controle, entre gerações, o chamado momento de sucessão.

Em muitos casos de empresas familiares este é o teste decisivo que, muito provavelmente, irá determinar sua sobrevivência ao longo das próximas gerações. Existem muitos fatores que dificultam o processo de sucessão. Caso não sejam administrados com competência, poderão ameaçar a continuidade do negócio. Não realizar planejadamente a sucessão acarreta um risco significativo, que poderá levar a situação que ambienta o negócio a um ponto de não retorno.

As novas gerações de herdeiros precisam ser preparadas para assumir a direção dos negócios, em breve, assim como seus integrantes precisarão ser aceitos pela família, como líderes. Os negócios da família, por sua vez, podem necessitar de uma adaptação à nova realidade do mercado, para que se mantenham competitivos, ou seja, uma revisão que não pode ser realizada sem planejamento, de improviso.

Todas as iniciativas devem se encaixar, planejadamente no processo de sucessão, não deixando margem para que imprevistos ameacem a qualidade das relações familiares e o patrimônio da família.

Resistência à mudança é um aspecto comum a muitas pessoas, em diversas situações na vida pessoal e profissional. Pode vir a tornar-se um impeditivo ao processo de sucessão e, neste caso, a resistência deverá ser trabalhada com soluções técnicas e com todo o cuidado.

Há, no entanto, situações na família e/ou na empresa familiar que podem indicar a necessidade de prolongamento do tempo do processo de sucessão, pela existência de fatores restritivos:

– A empresa está enfrentando forte concorrência do ambiente competitivo em seu mercado;

– A empresa precisa fortalecer seu nível de profissionalização para aumentar seus resultados;

– A família, ou parte dela rejeita -direta ou indiretamente -o sucessor;

– O sucessor indicado é muito jovem;

– O sucessor não tem habilidade de liderança;

– O sucessor recusou-se a participar do processo.

O processo de sucessão requer tempo para que ocorra conforme o planejamento realizado. Esta situação ideal, no entanto, nem sempre ocorre; muitas vezes não é traçado sequer um plano.

A chave para um processo de sucessão bem sucedido, é não correr riscos desnecessários, especialmente considerando o quanto está em jogo, em termos de harmonia familiar e patrimônio da família.

Fonte: http://exame.abril.com.br

Autor: Eduardo Najjar

Publicado em 09/12/2014

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